sábado, 30 de abril de 2011
Sábado!
Desde que comecei o blog, tenho me colocado diante das coisas de maneira muito diferente. Tenho vivido mais intensamente as pequenas coisas do meu dia. Quase como um compromisso de prazer pela vida. Acordei cedo em um sábado sem compromissos. Fiz um chimarrão e li os jornais da semana. É! Todos eles. Não sei bem porque faço isto, mas é um ritual interessante. Separo os cadernos dos jornais e vou lendo pela ordem. De segunda a sábado...Segundo Caderno, de Cultura, Mundo Sustentável, de Decoração... O silêncio e a liberdade de tempo me deixam mais a vontade com as notícias dos jornais. São notícias velhas. Coisas que passaram e se apresentam novamente quase como uma reprise de filme. Leio com calma. Faço as palavras cruzadas, que são o ponto alto do ritual e sigo pelo sábado. Lentamente. Hoje, o sol deu uma trégua para a minha alegria. Andava facinada pelos dias ensolarados e coloridos, com temperatura amena. Ficou nublado. E o dia me ofereceu uma saída com as filhas, compras necessárias e um jantar com amigos queridos. Boa conversa, boa comida e momentos especiais. Um bom dia.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Atividades...
Desde o momento que resolvi abrir o baú dos retalhos, meus momentos têm sido mais interessantes. Largar as atribuições obrigatórias pelas escolhidas pelo prazer, dão um novo sentido para o dia. Escolher o retalho, combinar as cores, escolher as linhas, bordar e criar uma coisa diferente dão um sentido criativo ao dia. Estou por aqui, entre fiapos e panos criando uma mantô para colocar na escada. Desenhei. Pensei em como queria e resolvi fazer uma miscelânea de técnicas de patchwork. Retalhos e aplicações. E, enquanto costuro, tudo a mão, o pensamento flui de maneira encantadora. As texturas e aromas que surgem do trabalho manual, vão remetendo a boas lembranças. Uma música ao fundo, um cantarolar ocasional e pronto. O dia se torna perfeito.
Nós
Nós
(Corina Dick Guerim)
Passamos uns pelos outros
Como folhas ao vento
Como se fôsemos iguais.
Carregados de alguma forma.
Só quem percebe a sutil diferença
É quem pára e junta as folhas.
Ou pára para varrê-las.
Nós, varridos!
(Corina Dick Guerim)
Passamos uns pelos outros
Como folhas ao vento
Como se fôsemos iguais.
Carregados de alguma forma.
Só quem percebe a sutil diferença
É quem pára e junta as folhas.
Ou pára para varrê-las.
Nós, varridos!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Mais um dia!
Não canso de contemplar os lindos dias outonais. No vai e vem, na correria do dia a dia, a parada estratégica para contemplar o dia é o que me compõem. Por alguma razão passamos voando pelas coisas. Entre buzinas e passos largos, ficamos sem tempo para cumprimentar o vizinho, fazer carinho no cachorro que abana o rabo ou olhar a criança, que gratuitamente sorri para ti. Passamos correndo pela vida e reclamamos da falta de tempo. Reclamamos da falta de amigos e da falta de paz. Então, uma simples atitude: parar e olhar a vida acontecer, pode mudar drasticamente a tua visão de mundo. A tua maneira negativa de não perceber as coisas que verdadeiramente valem a pena. Não pretendo fazer o discurso da " felicidade nas pequenas coisas". Na verdade, espero que deixe de ser um discurso e passe a ser uma realidade diária. Observar, internalizar e aprender. Neste momento, enquanto teclo aqui, tem um balé de borboletas no meu jardim. Já fiz o meu trabalho, já sacudi a minha poeira diária e agora, só espero parar um pouco, fazer um chimarrão e apreciar o que o dia ensolarado tem para me mostrar. Deitar na rede por uns instantes e deixar que o silêncio escorra em mim, como um remédio bom.
Poesia?
No Passado
(Corina Dick Guerim)
Subo a escada de corrimão antigo
Cada degrau suspira
E me leva ao passado.
Subo a escada de corrimão antigo
E o cheiro de mofo me invade, úmido
Meu peito cheio de saudade descobre o velho livro.
Ali, pousado em cima do baú
A minha infância guardada
Em fotos e pedaços de cachos loiros.
Em cartões e lembranças esparsas
Nomes, tantos nomes
Rostos e sons.
Subo a escada de corrimão antigo
E sinto o abraço amigo da minha avó.
Bonecas e discos espalhados em mim.
(Corina Dick Guerim)
Subo a escada de corrimão antigo
Cada degrau suspira
E me leva ao passado.
Subo a escada de corrimão antigo
E o cheiro de mofo me invade, úmido
Meu peito cheio de saudade descobre o velho livro.
Ali, pousado em cima do baú
A minha infância guardada
Em fotos e pedaços de cachos loiros.
Em cartões e lembranças esparsas
Nomes, tantos nomes
Rostos e sons.
Subo a escada de corrimão antigo
E sinto o abraço amigo da minha avó.
Bonecas e discos espalhados em mim.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Patchwork!
A vida tem para me oferecer, hoje, uma maleta cheia de retalhos, cores, estampas e muitas linhas. Estão ali há algum tempo, me esperando. A minha história com o Patchwork é interessante. Há alguns anos, quando estava sem trabalho e com um tempo ocioso que me perturbava, resolvi fazer aulas de Patchwork. Foi lá no Rio de Janeiro, em uma grande loja de tecidos na Avenida Conde de Bonfim, que uma simpática professora(que não lembro o nome) disse que eu seria a melhor aluna dela porque não sabia enfiar a linha na agulha... E não sabia mesmo. Aprendi o pouco que sei com ela. E foi muito prazeroso. No início, o recorte milimétrico dos panos e a costura a mão me deixavam aflita. Não acreditava que conseguiria. Mas consegui. Comecei a presentear parentes a amigos com os meus trabalhos.
Há muito tempo atrás, a arte de unir retalhos era muito mais uma necessidade de reaproveitamento das sobras de tecidos e reciclagem de cobertas velhas, do que uma arte. O Patchwork, hoje, valorizado, não deixa de ser uma expressão artística. E das boas. É muito bom enquanto estamos produzindo. Enquanto escolhemos as cores e formatos. É muito bom o resultado. Este efeito dos trabalhos manuais, de literalmente pegar o que se produz, é recompensador. Vou produzir uma manta. Depois posto por aqui, as fotos do processo.
E tu? O que a vida tem para te oferecer no dia de hoje?
Há muito tempo atrás, a arte de unir retalhos era muito mais uma necessidade de reaproveitamento das sobras de tecidos e reciclagem de cobertas velhas, do que uma arte. O Patchwork, hoje, valorizado, não deixa de ser uma expressão artística. E das boas. É muito bom enquanto estamos produzindo. Enquanto escolhemos as cores e formatos. É muito bom o resultado. Este efeito dos trabalhos manuais, de literalmente pegar o que se produz, é recompensador. Vou produzir uma manta. Depois posto por aqui, as fotos do processo.
E tu? O que a vida tem para te oferecer no dia de hoje?
Um pouco de poesia!
Meu Coração
(Corina Dick Guerim)
Meu coração doído despencou
Bateu na Pedra do Arpoador
E caiu no mar.
E um peixe gaiato o trouxe de volta.
Dando cambalhotas,
Voltou a mergulhar.
Meu coração, então devolvido,
Voltou a pular!
(Corina Dick Guerim)
Meu coração doído despencou
Bateu na Pedra do Arpoador
E caiu no mar.
E um peixe gaiato o trouxe de volta.
Dando cambalhotas,
Voltou a mergulhar.
Meu coração, então devolvido,
Voltou a pular!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dia de Sol!
Depois de dias de chuva, vento e mudança de temperatura. Bruscas, na verdade. O sol voltou a brilhar. Fez um lindo dia em Porto Alegre. Temperatura amena. Céu especialmente azul. E o dia foi de jardinagem. A escolha foi: cortar a grama, podar o jasmim que invade a cerca e cuidar das florzinhas de outono. Não é perfeito? Temos flores em todas as estações e, talvez só isto, já seria suficiente para os nossos dias serem melhores. Cada estação um novo colorido. A minha cidade fica especialmente bonita no outono. São os plátanos, os ipês e os gerânios que vão dando um colorido perfeito ao dia. E o sol se pôs dando um ar avermelhado ao céu, em tons de alaranjado e amarelo, brincando entre as poucas nuvens. Olhar o jardim arrumado, organizado e com as plantinhas "felizes", foi o ponto alto do meu dia.
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